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SINCOVAT | Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região

Sincovat espera crescimento de 3% nas vendas para o Dia das Crianças

Período abre o calendário de datas comemorativas do último trimestre; preço dos brinquedos estão mais caros

Alegria dos pequenos, otimismo para os lojistas. As vendas do comércio varejista na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte devem crescer 3% em outubro, mês do Dia das Crianças, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com as projeções do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região).

Segundo a entidade, as projeções mais conservadoras refletem o atual cenário de desaceleração econômica e do consumo, mas também de uma forte base de comparação, já que o faturamento de R$ 6,6 bilhões apurado em outubro de 2025 foi o maior para um mês de outubro desde o início da série histórica.

“Atualmente, o cenário econômico está marcado por juros elevados, famílias endividadas e com contas em atraso, incertezas internas, entre outros fatores que acabam impactando negativamente a propensão ao consumo, mas a resiliência do mercado de trabalho e a maior injeção de recursos do 13º salário prevista para este ano podem surpreender positivamente”, explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

O Dia das Crianças abre o calendário de datas comemorativas do último trimestre, período mais importante do ano para o varejo em termos de faturamento. A data também pode ser um bom termômetro para as vendas de fim de ano e para o entendimento das preferências dos consumidores.  

Entre os setores que mais devem ser procurados estão os de brinquedos e calçados e roupas infantis.

Preço dos presentes – Com base nos dados referentes ao mês de agosto do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de São Paulo, o Sincovat fez um levantamento para saber quais dos itens preferidos na hora de presentear ficaram mais baratos ou mais caros em relação ao Dia das Crianças do ano passado.

A má notícia é que os preços dos brinquedos, itens preferidos pelos pequenos, apresentaram alta de 7,08% no acumulado dos últimos 12 meses, acima da inflação geral na região (4,48% no mesmo período).

Quem pretende presentear com um produto de maior valor agregado, como é o caso do computador, vai pagar 11,38% a mais do que no ano passado. A única boa notícia é que o preço da bicicleta recuou 0,28%.

Já com relação aos de vestuário, os papais, padrinhos e os avós vão encontrar boas opções considerando que em grande parte dos itens selecionados, o preço caiu ou subiu abaixo da inflação média geral. É o caso da camisa/camiseta infantil (+0,11%); da bermuda/short infantil (+2,91%) e da calça comprida infantil (+3,92%). Apenas o conjunto infantil registrou deflação com variação de -1,09%.

Os pais que optarem por levar os filhos para comer fora de casa vão gastar bem mais que no ano passado. A inflação acumulada em 12 meses do grupo alimentação fora do domicílio foi de 5,42%, com destaque para o sorvete que subiu 6,11% e para o lanche – alta de 6,99%.

Para atividades de lazer e turismo os preços também subiram abaixo da inflação geral. O ingresso do cinema, teatro e concertos subiu 5,81%, o da hospedagem avançou 5,93% enquanto o pacote turístico ficou 0,58% mais barato.

Nota Metodológica – As projeções são elaboradas com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), a qual utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) através de um convênio de cooperação técnica com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).