
- seg, 17 agosto 2026
SINCOVAT | Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região
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As vendas das atividades mais impactadas pelo Dia dos Pais devem crescer 3,1% em agosto atingindo R$ 4 bilhões. Em valores absolutos, significa um faturamento R$ 82,9 milhões superior ao registrado em agosto do ano passado, de acordo com as projeções do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região).
O Dia dos Pais é a primeira data comemorativa do segundo semestre, mas o seu impacto sobre o varejo é menor quando comparado ao Dia das Mães ou Namorados.
Na avaliação do Sincovat cinco atividades devem ser mais impactadas pelo período: perfumarias; lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e departamentos; lojas de móveis e decoração, lojas de vestuário, tecidos e calçados; e supermercados.
“O crescimento pode parecer tímido, mas deve-se considerar a forte base de comparação. O varejo da RM Vale vem de uma trajetória de crescimento ininterrupto praticamente desde o processo de reabertura pós pandemia, inclusive batendo recorde de faturamento no ano passado. Nesse contexto, é natural que o setor passe por um processo de acomodação das vendas apresentando até mesmo resultados negativos. Assim, esse desempenho não necessariamente significa uma notícia ruim ou pessimista, justamente pela base forte de comparação”, explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.
Ainda segundo a entidade, o cenário de juros elevados e de famílias endividadas, somada às incertezas econômicas e eleitorais acabam impactando negativamente a venda de bens duráveis, em que a compra normalmente depende de crédito e do comprometimento da renda por vários meses.
Presentes mais caros, mas ainda há boas opções
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de junho. Com base nas informações da pesquisa referentes à Região Metropolitana de São Paulo, mas que podem ser replicados para a região do Vale do Paraíba, o Sincovat fez um levantamento para saber quais dos itens preferidos na hora de presentear ficaram mais baratos ou mais caros em relação ao Dia dos Pais do ano passado.
A má notícia para os filhos é que para grande parte dos itens preferidos na hora de presentear, os preços subiram, inclusive em ritmo superior ao da inflação geral que foi de 4,98%. Entre os itens de vestuário, destacam-se a calça comprida masculina (+6,27%), e o sapato masculino (8,74%). O preço da bermuda/short masculino subiu em linha com a inflação geral (+4,55%), enquanto o tênis (+2,09%) e a camisa/camiseta masculina (3,09%) aparecem como boas alternativas de presente já que os preços subiram em ritmo inferior à inflação geral.
Outro item preferido na hora de presentear, o perfume ficou 10,05% mais caro em relação ao ano passado. Por outro lado, o preço do relógio de pulso recuou 1,43% sendo o único item da lista que ficou mais barato.
Quem optar por presentes de maior valor agregado, vai ter que gastar bem mais em relação ao ano passado. A joia apresentou a segunda maior variação entre os itens selecionados, com alta de 11,89%, ficando atrás apenas da passagem aérea (66,89%). O televisor ficou apenas 1,33% mais caro.
Os filhos que gostam de levar o pai para almoçar fora ou para uma viagem/atividade de lazer também vão gastar mais que no ano passado. O preço da refeição fora de casa subiu 5,06% e o do cafezinho 6,28%. Para os pais vaidosos, os serviços de cabeleireiro e barbeiro ficaram 9,17% mais caros e quem optar pelo cinema, teatro ou concerto pagará cerca de 3,08% a mais do que ano passado, abaixo da inflação geral.
Por fim, no caso de viagens, os preços avançaram nos seguintes percentuais: hospedagem (+7,55%), ônibus interestadual (+7,13%) e pacote turístico (+3,63%).
As vendas relativas à Páscoa na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte devem crescer 12% este ano em relação a 2024, de acordo com o Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região). A data é uma das mais importantes do ano para os supermercados e lojas especializadas em chocolate
As projeções otimistas estão baseadas no desempenho recente do varejo da região, já que as vendas estão aquecidas. O faturamento real cresceu 12,8% em 2024, atingindo R$ 70,8 bilhões, batendo o recorde histórico da série iniciada em 2008. O mês de dezembro de 2024 também foi o melhor da história exibindo um crescimento real de 14,3% em relação ao mesmo período de 2023.
O mercado de trabalho tem refletido o bom desempenho das vendas. O comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes encerrou o ano de 2024 com um estoque de 822 empregados celetistas, um crescimento de 7,3% em relação a dezembro de 2023, confirmando o bom momento deste segmento.
Além disso, as sucessivas quedas da taxa de desemprego e a geração de empregos com carteira assinada eleva o contingente de pessoas em condições de consumir. “Esse é o principal fator que vai impulsionar as vendas de Páscoa este ano, apesar da inflação elevada. Quanto mais pessoas trabalhando, melhor o poder de compra das famílias”, explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.
Para se ter uma ideia, em âmbito nacional, a taxa de desemprego média de 2024 foi de 6,6%, menor patamar da série histórica iniciada em 2012 e 1,2 p.p. abaixo do apurado em 2023.
Alimentos mais baratos, chocolates estão mais caros!
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referentes ao mês de fevereiro. Com base nas informações da pesquisa referentes à Região Metropolitana de São Paulo, mas que podem ser replicados para a RM Vale, o Sincovat fez um levantamento para saber quais dos itens que fazem parte da ceia de Páscoa ficaram mais baratos ou mais caros em relação ao ano passado.
A má notícia é que o item mais procurado nesta época é o grande vilão. O preço dos chocolates em barra e bombons subiu 15,49% nos últimos 12 meses, bem acima da inflação média geral (5,17%). O motivo é que o preço do cacau quase triplicou nos últimos 2 anos e isso reflete nos preços dos ovos de Páscoa. No caso do chocolate e achocolatado em pó, a alta foi de 14,76%.
Por outro lado, considerando os itens que normalmente compõem a ceia de Páscoa, em grande parte deles o preço caiu ou subiu abaixo da inflação geral. O preço do arroz, por exemplo, exibiu queda de 1,73% no acumulado dos últimos 12 meses. Entre os acompanhamentos, destaca-se o recuo de 32,55% nos preços da batata-inglesa, enquanto os preços do pimentão, do tomate e da cebola caíram 11,5%, 16,35% e 15,3%, respectivamente.
Outra boa notícia é que os preços do grupo pescados também caíram ou subiram abaixo da inflação. O preço da tilápia caiu 10,87% e o da pescada ficou praticamente estável (-0,79%). O cação e a merluza ficaram 4,56% e 3,01% mais caros, respectivamente, enquanto o preço do salmão avançou 3,31%.
Por fim, as bebidas também ficaram mais caras, com destaque para o suco de frutas (+9,9%) e para o refrigerante e água mineral (+8,23%). A cerveja subiu 5,86% e o vinho variou apenas 3,77%.
Nota Metodológica:
As projeções são elaboradas com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), a qual utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) através de um convênio de cooperação técnica com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
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