As vendas do comércio varejista na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte atingiram R$ 77,4 bilhões em 2025, crescimento real de 4,9% em relação ao ano anterior. É o maior faturamento da série histórica iniciada em 2008. A análise é do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região), feita com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP).
“Além do recorde histórico, o comércio da região cresceu sobre uma forte base de comparação – já havia crescido 10,0% em 2021, 9,7% em 2022, 7,1% em 2023 e 12,8% em 2024”, comenta o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.
No ano passado, oito das nove atividades pesquisadas exibiram crescimento no comparativo anual, com destaque para os supermercados (9,4%), eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (7,3%), farmácias e perfumarias (5,8%), matérias de construção (1,8%) e lojas de vestuário, tecidos e calçados (0,6%).
Do lado negativo, apenas as lojas de móveis e decoração registraram queda nas vendas (-22,4%). No entanto, a atividade registrou o maior faturamento da história em 2024, ou seja, vem de uma base forte de comparação.
“É importante mencionar a alta de 7,3% do segmento de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, que apresentou a segunda maior taxa de crescimento, mesmo em uma conjuntura de juros elevados – o que mostra que as famílias em 2025 estavam com um poder de compra maior. A queda na taxa de desemprego pode explicar esse fator”, explica Dan.
Para o Sincovat, entretanto, após um vigoroso ciclo de crescimento, o varejo da região começou a dar sinais de desaceleração já a partir do segundo semestre do ano passado, movimento natural considerando a forte base de comparação e aspectos macroeconômicos como as altas taxas de juros, a inflação que permaneceu acima do teto da meta durante boa parte do ano, o endividamento e inadimplência das famílias em alta, entre outros fatores que impactam negativamente o consumo.
Nesse contexto, o cenário para 2026 é desafiador. “A nossa expectativa é o varejo da região entre em uma fase de acomodação alternando resultados positivos e negativos ao longo do ano. As atividades ligadas ao comércio de bens essenciais (farmácias e perfumarias, e supermercados) devem seguir com um bom desempenho enquanto o de bens duráveis deve ser atingindo pelos juros elevados e maior conservadorismo das famílias, principalmente no segundo semestre com as eleições”, diz o presidente do Sincovat.



