O presidente do Sincovat, Dan Guinsburg, esteve em Brasília nesta terça-feira, 05, na reunião da Comissão Especial que discute a PEC 221/19, sobre o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, representando a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
A comitiva da FecomercioSP foi recebida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Dan resumiu os pontos do empresariado do varejo e dos serviços sobre os problemas nas propostas sobre a mudança na jornada de trabalho em tramitação no Congresso.
R$ 158 bilhões. Esse será o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do País, em um cenário conservador, caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas vá adiante, segundo cálculos feitos pela Federação do Comércio, com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, do Ministério do Trabalho. Esse montante seria ainda maior – de R$ 610 bilhões – se a proposta de diminuir a jornada para 36 horas semanais triunfasse.
Para a Entidade, isso significaria um choque de custos muito elevado para esses negócios – a maioria formada por Micro, Pequenas e Médias Empresas que dão a tônica da economia brasileira, e ainda arcam com o grosso dos tributos, em uma conjuntura de margens apertadas, juros elevados, dificuldade no acesso ao crédito e burocracia.
O setor de Serviços, por ser maior, seria mais impactado, com elevação de quase R$ 80 bilhões na sua folha de pagamentos. A indústria (R$ 35 bi) e varejo (R$ 30,4) bi também seriam severamente afetados pela mudança.



