Conjuntura econômica de juros elevados, famílias endividadas, inflação em patamar desconfortável, além da forte base de comparação explicam desempenho negativo segundo o Sincovat
As vendas do comércio varejista na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte atingiram R$ 38,8 bilhões no 1º semestre de 2026, queda real de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
A análise é do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região) feita com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP).
Apesar do recuo, este foi o segundo maior faturamento para os seis primeiros meses do ano, ficando atrás apenas do apurado em 2025. “É importante destacar a forte base de comparação. As atividades de supermercados e farmácias e perfumarias, por exemplo, vinham de uma trajetória de crescimento praticamente ininterrupto desde a pandemia e as vendas do 1º semestre de 2025 bateram recorde histórico. Portanto, é natural que agora em 2026 ocorra um processo de desaceleração das vendas”, explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

Outro fator relevante é o impacto negativo de uma conjuntura marcada por juros elevados, inflação ainda desconfortável, famílias endividadas e inadimplentes. As vendas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos e das lojas de móveis e decoração caíram 18,8% e 2,8% respectivamente, em relação ao 1º semestre de 2025.
“São atividades que comercializam bens duráveis, dependentes de crédito e do comprometimento da renda por vários meses para pagamento das parcelas”, comenta o presidente do Sincovat.
“O patamar de vendas ainda é elevado, mas conforme destacado anteriormente, é preciso ter cautela e acompanhar os efeitos negativos sobre o consumo dos juros elevados, inflação, famílias endividadas, entre outros fatores. O comportamento dessas variáveis será determinante para o desempenho das vendas no 2º semestre, melhor período de vendas para o setor”, conclui Dan.



