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SINCOVAT | Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região

Vendas do Varejo da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral caem novamente em maio

Cinco das nove atividades pesquisadas exibiram queda no faturamento em relação ao mesmo período de 2025

As vendas do comércio varejista na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral atingiram R$ 6,7 bilhões em maio de 2026, leve queda real de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado. É a segunda queda consecutiva nessa base de comparação. No acumulado dos últimos doze meses, após 62 meses de variação positiva, o faturamento voltou a cair, ainda que em um nível pouco significativo (-0,1%).

A análise é do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região – SINCOVAT, feita com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP).

Os dados de maio confirmam o cenário projetado pelo SINCOVAT de que o varejo da região enfrentaria um processo de desaceleração e até mesmo queda nas vendas ao longo do ano, considerando a conjuntura de juros elevados, inflação ainda acima do teto da meta, famílias endividadas e inadimplentes, entre outros fatores que impactam negativamente o consumo. Vale ressaltar, porém, que não se trata de um cenário de terra arrasada considerando que também há uma forte base de comparação. O faturamento de R$ 6,7 bilhões foi o segundo maior da história para um mês de maio, ficando abaixo apenas do apurado em 2025. No mês, quatro das nove atividades exibiram alta nas vendas e três delas marcaram o maior faturamento para um mês de maio desde o início da série em 2008 (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; e lojas de vestuário, tecidos e calçados).

Cinco atividades exibiram queda nas vendas com destaque para eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos. As atividades que comercializam bens duráveis são as que mais sofrem em períodos de juros elevados e neste ano há o fator eleição que costuma tornar o consumidor mais cauteloso no comprometimento da renda futura. Um ponto que chama a atenção é que até mesmo os segmentos que comercializam bens essenciais de consumo (alimentos, medicamentos, higiene etc.)  apresentaram queda nas vendas em maio.

Os resultados do Comércio Varejista da RM Vale no período recente já eram esperados e antecipados pelo Sincovat. Diante de um cenário macroeconômico marcado por juros elevados, inflação que voltou a ficar acima do teto da meta, famílias endividadas e da forte base de comparação, uma desaceleração já era esperada. As vendas acumulam leve queda de 0,7% no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, e após 62 meses de crescimento ininterrupto, a variação acumulado dos últimos 12 meses passou a ser negativa (-0,1%).

Em síntese, apesar da queda, o desempenho do varejo da região ainda não preocupa. A é expectativa é de alternância entre resultados positivos e negativos nos próximos meses. Se por um lado, o mercado de trabalho pode trazer novo fôlego para as vendas, de outro ainda temos uma conjuntura econômica desafiadora e as eleições tendem a afetar a confiança dos consumidores que costumam adiar a compra de bens duráveis aguardando sinalizações da política econômica em relação aos próximos anos.