SINCOVAT | Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região

Copa do Mundo deve movimentar o comércio da região

Copa do Mundo deve movimentar o comércio da região

Procura maior deve ser por TVs de tela grande, materiais esportivos, alimentos e bebidas; lojistas precisam ficar atentos aos direitos comerciais da FIFA, alerta o Sincovat

Com a convocação da seleção, os brasileiros entram de vez no clima da maior Copa do Mundo da história, que trará 48 países competindo, 104 partidas e 39 dias de torneio. A estimativa é que 6 bilhões de pessoas em todo o planeta voltem suas atenções para os Estados Unidos, Canadá e México.

Do ponto de vista econômico, de acordo com o Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e região), as vendas do varejo em decorrência do evento são otimistas, com alta no faturamento.

Um dos grandes beneficiados por grandes eventos esportivos é o varejo de eletrônicos com a venda de TVs que já exibiram alta de 7% nos primeiros meses do ano, com destaque para as telas grandes, de 75 polegadas ou mais, cujo crescimento foi de 94%. Vale mencionar que também há uma alta na demanda por soundbars, cabos hdmi, suporte para parede, estabilizadores e móveis como racks e poltronas confortáveis para acompanhar os jogos.

O varejo de vestuário esportivo também é altamente beneficiado com a venda de camisas, inclusive de outras seleções, e de itens como bonés, bandeiras e acessórios. Considerando que a própria residência é um dos lugares preferidos para acompanhar os jogos, produtos como carnes, bebidas, petiscos e itens para churrasco lideram as vendas em Copas do Mundo. De acordo com informações da Scanntech (plataforma de análise e inteligência de mercado), em torneios anteriores, esses itens chegaram a registrar crescimento de até 200%, com destaque para as churrasqueiras, que avançaram 227%. Nas duas horas que antecedem os jogos da Seleção, o volume de vendas em supermercados salta quase 70%.

Este ano, a maioria dos jogos vai ocorrer entre 19h e 22h, fora do horário comercial. “Como os jogos do Brasil serão à noite nesta primeira fase, não teremos interrupções na maioria das atividades comerciais. O clima do jogo deve prevalecer ao longo de todo o dia, movimentando a economia”, comenta o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

O consumidor também deve encontrar diversas promoções no varejo da região relacionadas ao mundial. “Já temos restaurantes e lanchonetes com os cardápios com os nomes das seleções, fachadas de lojas com as cores das bandeiras do Brasil fazendo. O comércio sabe aproveitar essa empolgação dos torcedores”, explica Dan.

Lojista precisa ficar atento com os direitos comerciais da FiFA

Para evitar problemas jurídicos, os lojistas precisam ficar atentos aos direitos comerciais, já que a FIFA detém propriedade intelectual sobre todos os ativos oficiais da Copa do Mundo 2026. Isso inclui nomes, símbolos, logotipos, slogans, elementos gráficos e até tipografias desenvolvidas para o torneio. Esses ativos só podem ser utilizados comercialmente por patrocinadores e parceiros autorizados. Na prática, a empresa não pode usar em posts de redes sociais, sites, banners, embalagens, promoções ou qualquer material comercial:  emblema ou logo oficial da Copa do Mundo, imagem do troféu oficial, imagem da bola oficial, cartaz oficial, fonte tipográfica oficial, imagem e o nome do mascote oficial, cartazes e logos oficiais das cidades-sede, expressões como “Copa do Mundo”, “Copa do Mundo FIFA 2026”, “FIFA”, “World Cup”.

Além disso, a camisa da seleção brasileira, o nome e o escudo da CBF, o mascote da seleção e o termo “seleção brasileira” são propriedades da Confederação Brasileira de Futebol e não podem ser usados comercialmente sem autorização dela.

“É importante o consumidor ficar atento para não ter problemas. O risco não está só nas grandes campanhas, mas em aparecer em posts de redes sociais, promoções, decoração de pontos de venda, peças de varejo, sites temáticos e sorteios. Dentro das regras da FIFA, orientamos o lojista a usar a palavra “Copa” sem “Mundo” ou “2026”, a palavra “seleção” sem “brasileira”, imagens de camisa verde e amarela sem ser a oficial da seleção e sem o escudo da CBF, imagens de uma bola, desde que não seja a oficial do torneio, ou seja, se precaver”, diz o presidente do Sincovat.